Filmes

"Às vezes nem com o sexto sentido conseguimos captar o que queremos expressar…"

Nós não Viemos do Vazio (trailer de documentário)

Nós Não Viemos do Vazio é um documentário que explora a relação entre espaços urbanos de Lisboa, a memória colonial e a (re)apropriação por parte da população afrodescendente desses espaços. Filmado entre meados da Década Internacional dos Afrodescendentes e o seu final (2020-2024), a curta-metragem apresenta agentes culturais, académicos, políticos, ativistas, assim como recantos da cidade de Lisboa enquanto testemunhos da longa presença negra na capital portuguesa, ampliando a história da cidade e, consequentemente, do próprio país.

Um filme de Carla Fernandes (2024)


Qual é o lugar da memória colonial no espaço público?

O debate sobre as memórias do período colonial tem ocupado o espaço público e a produção artística de forma intensa. O ciclo Memórias Coloniais abre espaço a este tema, acolhendo pessoas e projetos implicados em continuidade na sua pesquisa.


Lugares da Memória

A Culturgest convidou Carla Fernandes (Rádio AfroLis) para convocar outras vozes para o ciclo Memórias Coloniais.

Testemunhos

Profa. Dra. Rebeca Hernández

Profesora Titular de Universidad Filología Portuguesa, Departamento de Filología Moderna, Universidad de Salamanca.

Jessica Falconi

Investigadora do Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento e professora convidada na Faculdade de letras da Universidade de Lisboa, Comunicação Intercultural.

"Vivo em Lisboa há mais de uma década, mas Nós Não Viemos do Vazio ensinou-me coisas que eu não sabia ou às quais nunca tinha prestado atenção. Fez-me ver a minha casa adotiva de forma diferente e pensar sobre o meu lugar nela, como uma estrangeira branca relativamente privilegiada, mas também refletir sobre o meu próprio país. A Grã-Bretanha está à frente de Portugal em algumas destas questões, mas a raça e a classe ainda determinam, em grande medida, quem ocupa os espaços e quem escreve as suas histórias."

Jethro Soutar (Tradutor)

"Gosto muito. Acho que o filme transmite imenso sobre os temas que aborda — a história, a memória e o presente. Também ilumina a forma como tudo isto existe e está entrelaçado com as realidades actuais. Penso que todas as entrevistas e entrevistad@s são informativas e, muitas vezes, comoventes, e carregam a urgência das questões levantadas no filme. Bem escrito, realizado e fotografado. Acho que a duração e a forma concisa como se transmite tanto em tão pouco tempo são uma virtude."

Billy Woodberry (Cineasta)

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